Virose no bebé: sintomas, cuidados e o que fazer em casa

Saiba como cuidar do bebé com febre, vómitos, diarreia ou nariz entupido e conheça os sinais de alerta que exigem atenção médica.

Como tratar uma virose no bebé: cuidados e dicas para os pais

Febre, nariz entupido, tosse, vómitos ou diarreia são sintomas bastante comuns nos bebés e nas crianças pequenas. Muitas vezes são provocados por infeções virais, que costumam melhorar com o tempo e com alguns cuidados em casa.

Mas quando falamos de um bebé, é importante ter alguns cuidados especiais. Os bebés podem desidratar mais rapidamente e nem sempre conseguem mostrar aos pais aquilo que estão a sentir.

Neste artigo do Saúde do Bebé, reunimos alguns cuidados simples que podem ajudar a criança a sentir-se melhor e explicamos também quais são os sinais que justificam contactar um médico.

O que é uma virose?

“Virose” é uma expressão usada habitualmente para falar de uma doença provocada por um vírus. Existem muitos vírus diferentes e os sintomas dependem do organismo afetado.

Uma infeção viral pode provocar sintomas respiratórios, como nariz entupido, corrimento nasal, tosse e febre, ou sintomas digestivos, como vómitos, diarreia e dores de barriga.

Nem todos os episódios de febre, vómitos ou diarreia são necessariamente uma virose. Por isso, especialmente nos bebés mais pequenos, é importante observar a evolução da criança e procurar aconselhamento médico quando houver dúvidas.

Quais são os sintomas mais frequentes?

Dependendo do vírus, o bebé pode apresentar:

  • febre;
  • nariz entupido ou a pingar;
  • tosse;
  • espirros;
  • falta de apetite;
  • irritabilidade;
  • maior sonolência;
  • vómitos;
  • diarreia;
  • dores de barriga.

Uma criança doente pode dormir mais ou comer menos durante algum tempo. O mais importante é observar o seu estado geral e garantir que continua a receber líquidos adequadamente.

Como cuidar do bebé durante uma virose?

Ofereça líquidos frequentemente

Quando existe febre, vómitos ou diarreia, a hidratação é uma das maiores preocupações.

Se o bebé for amamentado, continue a oferecer o peito. No caso de vómitos, podem ser necessárias mamadas mais pequenas e mais frequentes.

Quando existe diarreia ou vómitos, o médico ou farmacêutico pode recomendar uma solução de reidratação oral, própria para crianças. Estas soluções contêm água e sais minerais em proporções adequadas para ajudar a repor os líquidos perdidos.

Não prepare uma solução caseira de água, sal e açúcar “a olho”. Um erro nas quantidades pode ser perigoso para um bebé. Sempre que seja necessária reidratação, é preferível utilizar uma solução de reidratação oral preparada comercialmente e seguir as instruções do produto ou as indicações de um profissional de saúde.

Se vomitar, ofereça pequenas quantidades

Quando o bebé está a vomitar, dar uma grande quantidade de líquido de uma só vez pode provocar novo vómito.

Uma estratégia utilizada na reidratação oral é oferecer quantidades pequenas e frequentes, aumentando gradualmente conforme a criança tolera.

Se o bebé continuar a vomitar e não conseguir manter líquidos, deve procurar aconselhamento médico.

Continue a alimentação habitual

Não é necessário deixar o bebé passar fome. Depois de controlados os vómitos, deve-se retomar progressivamente a alimentação adequada à idade.

Se o bebé mama leite materno ou fórmula, a alimentação deve ser mantida. A fórmula infantil não deve ser diluída para tentar compensar a falta de líquidos.

Mezinhas caseiras que podem ajudar

Quando o bebé está doente, é natural que os pais procurem uma solução simples que possam fazer em casa. Algumas medidas são úteis, mas é importante distinguir os cuidados que podem aliviar os sintomas das verdadeiras “mezinhas” que não têm benefício comprovado.

Para o nariz entupido: soro fisiológico

Quando o nariz está entupido, o soro fisiológico pode ajudar a fluidificar as secreções e facilitar a respiração.

Podem ser utilizadas gotas ou soluções de lavagem nasal próprias para bebés, seguindo as instruções do produto. Este cuidado pode ser especialmente útil antes das mamadas e do sono, quando o nariz entupido dificulta a respiração.

Um banho morno para o conforto

Se o bebé estiver desconfortável, um banho morno pode ser agradável e ajudar a proporcionar algum conforto.

Não é necessário utilizar água fria para tentar baixar a febre e não se deve esfregar o corpo do bebé com álcool ou outros produtos.

Um ambiente confortável

Não é necessário agasalhar excessivamente o bebé quando tem febre. Vista-o de forma confortável e mantenha o quarto a uma temperatura agradável.

Também é importante renovar o ar da divisão, evitando, naturalmente, correntes de ar diretamente sobre o bebé.

Mel para a tosse? Só depois de 1 ano

O mel é frequentemente utilizado como remédio caseiro para aliviar a tosse, mas existe uma regra fundamental: nunca deve ser dado a bebés com menos de 1 ano.

Para bebés mais pequenos, não utilize mel como “xarope caseiro”. Se a tosse for intensa, persistente ou acompanhada de dificuldade respiratória, procure aconselhamento médico.

O que não deve fazer?

Algumas práticas tradicionais podem parecer inofensivas, mas não são adequadas para bebés.

  • Não dê antibióticos sem indicação médica.
  • Não dê medicamentos para a diarreia por iniciativa própria.
  • Não dê aspirina a bebés ou crianças.
  • Não dê mel a crianças com menos de 1 ano.
  • Não dê bebidas alcoólicas ou produtos com álcool.
  • Não utilize óleos essenciais diretamente na pele ou para ingestão.
  • Não tente preparar soluções de reidratação com quantidades aproximadas de sal e açúcar.
  • Não force o bebé a comer quando está sem apetite, mas mantenha a hidratação.

Os antibióticos não tratam infeções provocadas por vírus e, por isso, não devem ser utilizados simplesmente porque a criança está com febre ou tem sintomas de uma virose.

Como reconhecer a desidratação?

A desidratação é uma das principais preocupações quando um bebé tem vómitos ou diarreia.

Esteja atento a sinais como:

  • menos fraldas molhadas do que o habitual;
  • boca ou lábios secos;
  • ausência ou redução das lágrimas quando chora;
  • olhar abatido;
  • sonolência excessiva;
  • irritabilidade fora do habitual;
  • dificuldade em beber ou mamar.

Nos bebés pequenos, a desidratação pode evoluir rapidamente. Se suspeitar que o bebé está desidratado, procure aconselhamento médico.

Quando deve procurar ajuda médica?

Na maioria das situações ligeiras, uma infeção viral melhora gradualmente. No entanto, existem sinais que não devem ser ignorados.

Procure aconselhamento médico se o bebé:

  • não consegue beber ou mamar;
  • vomita repetidamente e não consegue manter líquidos;
  • apresenta sinais de desidratação;
  • está muito sonolento ou difícil de acordar;
  • tem dificuldade em respirar;
  • apresenta convulsões;
  • tem sangue nas fezes ou no vómito;
  • apresenta uma alteração importante do seu comportamento;
  • está a piorar em vez de melhorar;
  • ou se os pais estão preocupados com o estado da criança.

Nos bebés com menos de 3 meses, uma temperatura de 38 °C ou superior deve ser avaliada rapidamente por um profissional de saúde.

Como evitar que a virose passe para toda a família?

Muitas infeções virais espalham-se facilmente entre crianças e adultos. A higiene das mãos é uma das medidas mais simples para reduzir a transmissão.

Lave bem as mãos depois de mudar a fralda, depois de limpar vómito ou fezes e antes de preparar alimentos ou alimentar o bebé.

Também é importante limpar regularmente superfícies que são tocadas frequentemente e não partilhar toalhas, talheres ou outros objetos pessoais.

Uma última dica para os pais

Quando o bebé fica doente, é normal que os pais fiquem preocupados. Nem todas as febres, tosses, vómitos ou diarreias significam que existe uma doença grave.

O mais importante é observar a criança como um todo: está a beber ou mamar? Tem períodos em que está desperta e reage normalmente? Está a urinar? Está a respirar bem?

Se alguma coisa parecer diferente do habitual ou se tiver dúvidas, não hesite em contactar o pediatra, médico de família ou outro profissional de saúde.

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um médico ou pediatra.

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